Combate a Enchentes
Rio Tamanduateí
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Com 35 Km de extensão e nascendo em Mauá, o rio Tamanduateí drena grande parte da região do ABC, corta a região central da cidade de São Paulo, e deságua no rio Tietê, em frente ao Parque Anhembi, sendo o principal canal de drenagem de toda esta região (323 km2). Por sua importância, o Tamanduateí vem recebendo uma atenção contínua do DAEE. Ele funciona como uma grande galeria de águas pluviais, com variações bruscas em seu nível d’água, devido às precipitações pluviométricas que ocorrem com maior incidência no período de outubro a março, as quais anteriormente ocasionavam graves transtornos à população e à área cerealista. O DAEE iniciou as obras de canalização do Tamanduateí em abril de 1978, a partir de sua foz no rio Tietê. Atravessando uma área densamente ocupada, a obra se caracteriza por diversificados problemas, em virtude da complexidade técnica do projeto e das interferências naturais de uma obra que se desenvolve no centro da cidade de São Paulo. Para uma avaliação da importância das obras no rio Tamanduateí, basta analisar o crescimento das vazões de projeto estimadas ao longo do tempo:
Quando as obras começaram, a capacidade da vazão do canal, mal chegava aos 130m³/s. Este crescimento na vazão do rio Tamanduateí é decorrente do ritmo de expansão da mancha urbana e, consequentemente, da área impermeabilizada na sua bacia. Simulações realizadas pelo CTH (Centro Tecnológico de Hidráulica), já nos anos 90, indicam que se a expanção da mancha urbana continuar, com a bacia totalmente impermeabilizada, a vazão na foz poderá ultrapassar 800m³/s. Em setembro de 1998, o DAEE concluiu o último trecho de obras. Hoje o rio está com 16,3 km canalizados entre sua foz no Tietê e a foz do córrego Oratório, afluente da margem direita que marca a divisa dos municípios de São Paulo e Santo André. A obra já beneficiou direta ou indiretamente mais de 3,5 milhões de pessoas, principalmente moradores dos seguintes bairros: Bom Retiro, Ponte Grande, Ponte Pequena, Canindé, Luz, Brás, Glicério, Liberdade, Moóca, Cambuci, V.Monumento, Ipiranga, Parque da Moóca, V.Independência, Quinta da Paineira, V.Prudente, V.Zelina, V.Alois, V.Bela, V.Carioca, B. da Fundação, V.Alpina, B. Santo Antonio, V.California e V.Prosperidade. Nesta região inclui-se a Baixada do Glicério , a zona cerealista e a atual sede da Prefeitura de São Paulo. Também fazem parte do complexo de obras do Tamanduateí a construção de uma nova foz e novo canal (700 metros) do ribeirão dos Meninos (afluente da margem esquerda, que marca a divisa dos municípios de São Paulo e São Caetano do Sul), concluída em junho de 1988; e uma nova foz do córrego Oratório. Estas obras visam adequar a foz destes dois afluentes à calha do Tamanduateí, melhorando sua concordância geométrica e facilitando o escoamento das águas. As obras da nova foz do Oratório foram concluídas em setembro de 1998. |
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Canalizado e ampliado em mais de 16 km de extensão
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RIO TAMANDUATEÍ
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