CRAS recebe filhote de jacaré-tinga

CRAS recebe filhote de jacaré-tinga

No dia 26/7, o CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) recebeu, de uma apreensão da Polícia Ambiental, um Jacaretinga e dois Jabutis, vindos de Osasco.

O jacaré da espécie Jacaré-tinga (Caiman crocodilos), é comum da região Norte e Central do país. Os machos dessa espécie chegam a medir entre 1,8 e 2,5 metros de comprimento e as fêmeas, 1,4 metros.

Alimentam-se de diferentes espécies de animais: crustáceos, peixes, anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos.

O Jacaré-tinga e os Jabutis estavam em uma casa em Osasco e não tinham sinais de maus-tratos, porém é importante lembrar que é proibida a criação de animais silvestres. Os animais ficarão no CRAS por tempo indeterminado até estarem em condições de serem soltas no seu habitat natural.

O CRAS
Há mais de 30 anos, o CRAS recebe diversas espécies pelas mãos de profissionais ligados ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), à Polícia Militar Ambiental, ao Corpo de Bombeiros e ao Centro de Controle de Zoonoses. Em alguns casos especiais, são entregues de forma voluntária por seus proprietários, que os mantinham em cativeiro como bichos de estimação.
A unidade realiza um importante papel em prol do meio ambiente, pois trata de animais apreendidos ou resgatados pelos órgãos fiscalizadores. Inaugurado em 1986, o CRAS cuida de várias espécies, desde as mais comuns até às ameaçadas de extinção. Anualmente, recebe em média sete mil animais. Após a recepção, mamíferos, répteis e aves são identificados por espécie, sexo e procedência, passam por uma avaliação de seu estado físico para obter o tratamento mais adequado e são registrados para, finalmente, receberem uma anilha ou microchip com seus dados. Vale ressaltar, que o núcleo atende apenas animais de pequeno porte, tais como araras, papagaios, gavião, macacos, cobras, tartaruga e jabutis, além de muitos pássaros.
Para atender a demanda dos bichos enviados para o CRAS é mantida uma equipe composta por veterinários, biólogos e tratadores em uma estrutura totalmente adaptada com ambulatório e laboratório, viveiros, salas de internação, cirurgia e de necropsia, além de cozinha para o preparo da alimentação animal, atuando em uma área total de 600 mil metros quadrados.