Departamento de Águas
e Energia Elétrica
PISCINÕES
A Região Metropolitana de São Paulo encontra-se entre as áreas mais densamente povoadas do mundo.

O processo acelerado de urbanização, a partir dos anos 60, trouxe como conseqüência a impermeabilização do solo e ocupação das várzeas dos rios. Todos os espaços destinado ao armazenamento natural das águas acabaram substituídos por áreas construídas que viriam a se tornar novas áreas inundáveis.
Acrescenta-se a isso, a prática de canalizações dos rios e córregos, muitas vezes de forma radical, alterando o comportamento das enchentes e não resolvendo o problema, uma vez que as cidades continuaram crescendo sem planejamento, exigindo cada vez mais medidas para disciplinar e conter as águas.

VÁRZEA DO RIO TIETÊ, EM SÃO PAULO, NA DÉCADA DE 1940

Com isso, o DAEE passou a construir reservatórios de contenção, popularmente chamados de piscinões, para que os rios possam ter uma área de várzea artificial, evitando catástrofes causadas por chuvas fortes e ocupação irregular das áreas próximas aos cursos d’água.
A autarquia usa uma abordagem integrada em todas as principais sub-bacias, com um conjunto de soluções modulares, construindo estratégias para amenizar o impacto das precipitações.
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O monitoramento, limpeza e segurança dos piscinões é responsabilidade das prefeituras onde se localizam. Porém, diante das dificuldades apresentadas por elas, o Governo do Estado se propôs a ajudá-las. Atualmente, O DAEE faz a manutenção de 25 piscinões da RMSP

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de investimento para limpeza e manutenção dos piscinões para o próximo período de chuvas.

Dúvidas?

Os reservatórios de detenção, popularmente conhecidos como piscinões tem a finalidade de acumular as vazões que excedem a capacidade de escoamento dos cursos d’água (rios e córregos). São instalados em locais críticos (definidos previamente, de acordo com estudos hidrológicos), normalmente em áreas contíguas ou no próprio leito dos cursos d’água.

Em função da presença de lixo e sedimentos em suspensão nas águas, há necessidade de manutenção dessas áreas, e essa periodicidade varia de caso a caso, em função da ocupação da bacia, bem como da intensidade e frequência dos eventos chuvosos. Em geral, a limpeza deve ser feita durante os períodos de estiagem que, na nossa região vai de abril a setembro.

O lixo que é jogado nas ruas, nas margens dos córregos e em outras áreas de descarte irregular é carreado pelas águas e acaba por se concentrar nos piscinões. A melhoria desse impacto depende da aplicação de uma política de coleta de lixo mais efetiva, principalmente nos locais periféricos das áreas urbanas por parte da municipalidade.

Não de forma significativa. pois de certa forma maneira a vegetação indica que há permeabilidade no solo e infiltração de água. No entanto, a vegetação pode ser um fator determinante para propiciar o acúmulo de sedimentos, que podem comprometer a eficiência hidráulica e até mesmo o funcionamento dos equipamentos do reservatório, principalmente no que se refere ao sistema de bombeamento.

Cada piscinão possui sistemas de controle ajustados às suas características, dentre os quais destacamos: comportas, sistemas telemétricos de controle de nível nas entradas, saídas e no seu interior, bem como sistemas de automação de partida e funcionamento das bombas de esvaziamento. São sistemas de alta complexidade e integrados, que otimizam o funcionamento dos piscinões.

Caso um piscinão atinja a capacidade máxima, os sistemas de controle de nível emitem alertas, permitindo a tomada de decisão sobre o seu esvaziamento, que só deve ser iniciar quando o canal a jusante (preferencialmente após o evento chuvoso) do piscinão apresenta condições de receber um acréscimo de vazões. Caso o canal continue em capacidade máxima, decorrente de fortes precipitações na bacia de contribuição (normalmente eventos chuvosos de magnitude e abrangências excedentes aos previstos ou não considerados no estudo hidrológico que norteou o seu projeto) não há como impedir o extravasamento do piscinão, mas ainda assim, o impacto sobre as áreas a jusante é muito inferior quando comparado àquele impacto que a bacia sofreria sem aquele dispositivo hidráulico.

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